Companheiro, não te metas em TGVs...
Vais comprar problemas. Resolvem-se, mas é um atrás do outro e depois é dinheiro a sair, a sair. Ou então gastas logo tudo de uma vez que até te benzes!
Daqui a instantes é bem provável que te apareça alguém a dizer que um TGV é a melhor coisa do mundo.
Se for alguém que tem oficinas, esquece. (por razões óbvias)
Se for alguém que tenha já experiência em ter isso montado no seu 200 e
fiável, e que seja sincero, então ouve. Pode ser que tenha corrido bem.
TGV é fixe? É! Compensa as hipotéticas chatices e a redução na fiabilidade? Para mim, não!
Do que tenho visto, um Disco 200 com turbo de origem e bomba injectora bem afinados para o efeito pretendido, boa suspensão e bons pneus faz arrepiar muitos TGVs e supostos grandes canhões...
Ai, se fosse só montar o TGV...
Tirando a mão de obra e adaptações necessárias (torneio mecânico, etc.), há eventualmente que pensar em mudar/alterar a bomba injectora para acompanhar o turbo (dificilmente a de origem terá débito que chegue para se rentabilizar devidamente o TGV), num intercooler adequado (penso que já tens isso controlado), e depois muito importante rever todo o circuito de refrigeração, tubagens, etc... A meu ver é indispensável um novo radiador de alumínio e com maior capacidade, entre outros pormenores mais miúdos que sendo "pequenos" custam dinheiro. Depois disso tudo eu não meto as mãos no fogo por essa alteração, por mais bem feita que tenha sido feita.
Ah! E esquece os jeitosos. Andam por aí muitos 4x4 de marcas e modelos diversos, cujos donos acham o máximo o TGV e aquilo nem está a funcionar bem. Às vezes têm um turbo de geometria
variável, cuja geometria não está a variar... É verdade, é! Às vezes para ver isso, basta ir ao Youtube e percebe-se logo isso!
Se de facto te decidires a montar um TGV, esquece as alarvices. Se o Disco é para o mato, precisa de resposta o mais cedo possível e para isso é preferível um turbo mais pequeno que perca um pouco em alta rotação, mas que seja mais rápido a actuar à mais baixa rotação possível.
Normalmente os TGV que garantem maior fiabilidade são os "maiores" que dão maior carga a rotações maiores, mas a meter um TGV não é para alta rotação, a não ser que se goste de esgaravatar ou andar a fazer rally.
Os TGVs mais pequenos dão carga muito mais cedo ao "encherem" mais depressa, mas também isso significa que durante a maior parte do tempo há muita carga e mais cedo para a qual o motor não foi concebido.
Falo apenas do que já vi e do que já testei.
Não sou mecânico, nem especialista, apenas partilho as minhas conclusões retiradas ao longo de alguns anos e de muito "bate-boca".
Disco 200? Quer-se bem afinado, boa suspensão, bom pneu. Um K.U. mais ou menos e deixará muita gente à toa a pensar como é que um "carrito" daqueles me deu esta abada?
(Eu também tenho um Disco 200

)
Filtra bem as opiniões! Incluindo a minha, claro está!
Boa sorte e que tudo corra bem.
P.S.: Queres mesmo mais baixas? Mete uns grupos cónicos reduzidos, ou uma caixa de transferências reduzida. Em termos de fiabilidade é o melhor se se quer ganhar binário a baixa rotação. Nem todo o binário se ganha necessariamente à custa de alterações no motor...