

Relativamente a este Auberge, só tenho a dizer bem. Fomos extremamente bem recebidos pela dona (cujo nome agora não me recordo). Não tem grandes luxos, mas é muito simpático, com 4 quartos com casa de banho privativa e mais 2 ou 3 com casa de banho comum. Foi uma solução alternativa ao campismo que acabou por se revelar bem melhor. Recomendo vivamente. Aliás, a porta deste Auberge estava cheia de autocolantes que recordam passagens de grupos anteriores ao nosso, o que só pode querer dizer que as pessoas gostaram. De entre todos, gostei muito de ver este:

A LandLousã, do grande Mestre Parola Gonçalves que nos ajudou imenso a planear esta viagem, com as suas dicas, os seus tracks e a partilha de experiências! O nosso muito obrigado.
NEste auberge tivemos talvez o melhor pequeno almoço de toda a viagem. Talvez por não esperarmos, toda a gente ficou surpreendida com a mesa farta. Lei, café, sumo de laranja, madalenas, o fabuloso pão marroquino, crepres, nesquick, sei lá... Foi comer até fartar. Para nao falar da belíssima vista para o lago.
O exterior do Auberge Tislit:

E à despedida, uma panorâmica geral:

Se alguém estiver a pensar fazer uma expedição com carácter humanitário, a senhora que trabalha neste albergue, recebe as ofertas e depois distribui pelas aldeias circundantes.
Alguns km (muito poucos) depois do Auberge Tislit, fica Ilmilchill. Mais uma cidade típica no meio das montanhas, que se caracteriza por ser um dos maiores aglomerados populacionais da zona. Até tem bomba de gasolina, electricidade e havia rede nos telemóveis (grande parte da viagem do dia anterior foi feita sem rede):

Quando se fala de transporte em Marrocos, vale tudo:


Entretanto, o track sai do alcatrão e leva-nos pelo meio de muitas aldeias que vão aparecendo umas após as outras:

A maior parte destas aldeias parece sobreviver da agricultura, já que os terrenos à volta dos rios é extremamente verde e estão todos cultivados:


Um pouco mais à frente, uma situação caricata. O caminho estava em obras e não dava para passar:

Voltar para trás não era um hipótese que quiséssemos considerar e resolvemos esperar a ver o que dava. Passados uns minutos, o gajo da escavadora começa a revolver o terreno, alisa e estava feito um caminho para nós passarmos

Um pouco mais à frente, e um pouco cansados, paramos uns minutos para esticar as pernas. Estávamos a quase 2500 metros de altitue e notava-se bem no rendimento dos carros:

































































































